Entremeios te imagino....
Entra, meio, todo, tudo
Em meio às minhas pernas...
Rigidez pulsante,
num desejo latente, crescente,
entrega descomunal,
me enfio no meio do emaranhado do teu ser,
em busca do objeto direto no meu verbo
ativo
complementando tudo
numa prosopopéia desvairada...
Doces deLeites...
abrindo-me a ti...
invade tua língua
fazendo-me sucumbir
ao prazer infindo
ao torpor
que depois me traz prazer e dor
numa perfeita sintonia...
frente e verso
em versos...
Em meio a um desatino intenso
Me permito
Me deixo conduzir
Me entrego
Às metáforas e catacreses
Me viro numa sinestesia
Cor e sabor se misturam
Prazer, e, novamente dor, e, depois
Prazer se anuncia...
Sexo, caralho, buceta, cu,
tudo virando poesia...
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