quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Não basta comer o cu de uma mulher
Há que degustá-lo lentamente
Sentir seu gosto por baixo da língua
Mastigá-lo, digeri-lo...
Não se pode resumir o ato ao cu
Lambe-se o pescoço macio
Alisa-se as ancas fartas
Aperta-se os seios generosos
Puxa-se os cabelos revoltos
Beija-se a boca sedenta...
Pra uns, puro deleite,
Pra outros, coisa nojenta,
Pra mim, prazer infindo...


P.S. - Nunca comi um cu, mas já dei e sei...

2 comentários:

  1. RECONTRO*


    a mulher que amo
    trás de vez
    todos os pensamentos
    que não sei.

    (só) ela faz
    o aparecimento
    dos sonhos que faltei,
    sonhada em mim,
    a colorir sentimentos
    que (só) sonhei.

    ela me veste de si
    enquanto se despe.
    e me enfeita
    quando se toma de mim.

    e surgimos múltiplos
    numa falta de forma
    e de pensamento

    – luzes de um templo,

    impuros de aurora,

    no encontro profuso
    na mesma foda
    que gozamos juntos.

    e após todo o riso
    do que já choramos,

    num novo recontro
    ao céu retornamos,

    humanos e físicos.


    Fábio Fernando

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  2. Eita. Bruta, rústica e sistemática. auhauhauh
    Gostei.

    Meu blog: acorda-amor.blogspot.com

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